A estagnação da indústria no ano passado contrasta com o impulso registrado pelo setor em 2010, quando se expandiu 10,5%, e só escapou de terminar no vermelho graças à taxa de dezembro, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.
A produção industrial de dezembro registrou uma alta de 0,9% com relação a novembro, encadeando dois meses de crescimento, embora tenha tido queda de 1,2% em comparação com o último mês do ano anterior.
A categoria que teve o melhor resultado do ano foi a de bens de capital (3,3%), impulsionada em grande medida pelo dinamismo do setor de equipamentos industriais, para transporte e para construção, segundo o IBGE.
No outro extremo, a categoria com os piores índices foi a de produtos de consumo duráveis, que registrou uma redução de 2% em sua produção.
Por setores, foram registradas altas em importantes ramos como o de veículos (2,4%), equipamentos de transporte (8%) e a indústria para a extração de minerais (2,1%).
A produção têxtil registrou uma abrupta queda de 14,9% e a de calçados e artigos de couro perdeu 10,4%, enquanto também foi negativo o resultado da indústria química (-2,1%) e de maquinário elétrico (-3,7%).
Um estudo divulgado nesta terça pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a confiança dos industriais melhorou ligeiramente em janeiro. O Índice de Confiança da Indústria se situou em 102,3 pontos neste mês, em uma escala na qual 100 indica a fronteira entre o otimismo e o pessimismo.
A FGV indicou em comunicado que a pesquisa 'aponta que a atividade industrial segue em recuperação lenta e gradual no curto prazo'.
A indústria começou a frear a partir de abril passado e só começou um lento e incipiente movimento de recuperação em novembro, segundo os dados do IBGE.
Apesar dos dados pouco animadores da indústria, o Governo Federal calcula que o conjunto da economia brasileira registrou uma alta próxima a 3% no ano passado. No entanto, os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 serão divulgados apenas no dia 6 de março.
Fonte: Agência EFE




