O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,57 por cento em dezembro ante novembro, fechando 2011 com alta acumulada de 2,79 por cento.
Em relação a dezembro de 2010, o índice registrou expansão de 1,71 por cento. Já no quarto trimestre ante o terceiro, o IBC-Br avançou 0,27 por cento.
A alta de novembro foi revisada para 1,29 por cento, acima da taxa de 1,15 por cento reportada inicialmente.
Analistas consultados pela Reuters previam alta de 0,50 por cento em dezembro sobre novembro, segundo a mediana de oito previsões, que variaram de 0,40 a 0,70 por cento.
Alguns indicadores recentes têm sinalizado uma recuperação da economia brasileira no quarto trimestre de 2011, após um fraco desempenho nos três meses anteriores. Na terça-feira, dados mostraram crescimento acima do esperado nas vendas do varejo brasileiro em dezembro, mês em que a indústria também demonstrou alguma retomada.
Os números do PIB brasileiro referentes ao quarto trimestre serão divulgados no dia 6 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Numa tentativa de dar suporte à economia, o Banco Central iniciou um ciclo de afrouxamento monetário em agosto passado, citando o agravamento da crise internacional, e, desde então, já cortou a Selic em 2 pontos percentuais, para os atuais 10,50 por cento ao ano.
E o mercado prevê pelo menos mais duas quedas de 0,5 ponto percentual nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em março e abril, segundo o relatório Focus, após forte sinalização da autoridade monetária de que busca reduzir o juro básico a um dígito.
O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária. Considerado um indicador antecedente do PIB, o índice passou a ser divulgado no Relatório Trimestral de Inflação do primeiro trimestre de 2010, em março daquele ano, e tem defasagem aproximada de 45 dias.




