O presidente iraniano, Mahmud Ahmedinejad, revelou na televisão estatal a obtenção do que declarou ser o primeiro combustível nuclear produzido no país, enriquecido a 20% para o reator de pesquisas de Teerã. Acrescentou que mais três mil centrífugas foram adicionadas aos esforços de processamento de urânio.
Outras fontes disseram que centrífugas de nova geração foram instaladas na usina nuclear iraniana de Natanz e que são capazes de produzir três vezes mais urânio refinado. Ahmedinejad determinou ainda a construção de quatro novos reatores nucleares de pesquisa, destinados à produção de radioisótopos para o tratamento do câncer.
Os anúncios realçaram a determinação de Teerã em avançar com suas atividades nucleares, apesar de sanções cada vez mais rigorosas do Ocidente e da especulação de que os israelenses ou os norte-americanos podem estar a poucos meses de lançar um ataque militar contra a Nação.
Os iranianos revelaram os avanços como uma evidência de que estão apenas interessados em seus objetivos nucleares pacíficos, sob o slogan “energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”.
Mas essas etapas desafiam a base de quatro rodadas de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e um esboço de sanções unilaterais dos EUA e da UE projetadas para deter um programa que muitos governos do Ocidente temem que mascare um caminho para as armas atômicas. (das agências de notícias)




